Resenha: Livro O Poder do Hábito

  

O poder do hábito
Foto retirada do site acraft.com.br


ISBN-13: 9788539004119  
ISBN-10: 8539004119
Ano: 2012 / Páginas: 407
Idioma: português
Editora: Objetiva

    O Poder do Hábito, reúne diversas pesquisas científicas sobre a formação dos hábitos,  seu funcionamento e reponde a questão principal: os hábitos podem ser mudados?”.

    As análises trazidas no livro não abrangem, somente, os aspectos da vida de cada indivíduo, mas também trazem questões relevantes para o aspecto organizacional e cultural das empresas.

    O livro, além de analisar os hábitos propriamente ditos, traz importantes questões como: quais são os hábitos mais importantes, como podemos trabalhar nossa força de vontade e como ela funciona, como uma organização pode avaliar, organizar e criar hábitos organizacionais, além de explicar e trazer informações de como os consumidores tem seus hábitos manipulados por empresas e analisar como um movimento social acontece e ganha proporções.

    Assim, toda a temática e desenvolvimento do livro é voltada para responder uma única questão: Podemos mudar nossos hábitos? Se sim, como fazê-lo?

      O livro é divido em 3 partes:

    - Parte 1: Os Hábitos dos Indivíduos

    A primeira parte é dividia em 3 capítulos.

    No início, o autor realça aos olhos do leitor que quanto mais repetimos uma determinada atividade, mais ela se torna automática, o que cria em nosso cérebro um padrão de comportamento que nos leva a agir conforme o padrão criado, possibilitando que o nosso cérebro “desacelere”.

“O problema é que nosso cérebro não sabe a diferença entre os hábitos ruins ou bons, e por isso, se você tem um hábito ruim, ele está sempre ali à espreita, esperando as deixas e recompensas certas” – fl. 38.

    O autor demostra que identificando o LOOP DO HÁBITO, formado pela deixa – rotina – recompensa, podemos mudar nossas rotinas e, consequentemente, nossos hábitos.

    A deixa é representada pelo estímulo que faz nosso cérebro tomar a decisão por uma determinada ação, em “modo automático”. A rotina é a forma com a qual correspondemos a deixa – a ação gerada a partir da deixa. Já a recompensa é o benefício que nosso cérebro visualiza para tomar determinada ação gerada pela deixa.

    No segundo capítulo Duhigg se dedica a mostrar como um anseio (deixa) pode ser identificado(a) e como podemos mudar nossos hábitos.

“..para superar o hábito, precisamos reconhecer que anseio está acionando o comportamento”

 – Fls. 67

    No terceiro capítulo o autor continua falando sobre as deixas, porém sob o aspecto prático, demonstrando porque os hábitos podem ser alterados, ainda que as deixas permaneçam as mesmas.

    Nesse ponto do livro o autor traz exemplos práticos como os Alcoólicos Anônimos (AA), demonstrando como trabalham para alterar hábitos, e o exemplo de um treinador de futebol americano que apostou em uma nova tática baseada na criação de "hábitos táticos" dos jogadores. 

“A evidência é clara: se você quer mudar um hábito, precisa encontrar uma rotina alternativa, e suas chances de sucesso aumentam drasticamente quando você se compromete a mudar como parte de um grupo.”  - Fls. 109.

    - Parte 2: Os hábitos de organizações bem-sucedidas:

    A segunda parte do livro é dividida em 4 capítulos que, na minha opinião, formam os capítulos mais interessantes, apesar da primeira parte do livro ser extremamente importante e servir de base para a compreensão do restante do livro.

    Nessa parte Duhigg se dedica ao aprofundamento do funcionamento dos hábitos e a importância de cada um deles.

    Explica que há hábitos mais importantes que outros, como os hábitos angulares, que podem ser pessoais ou coorporativos – traduzindo e formando a cultura organizacional de uma empresa -,  que determinam nossas vidas e até mesmo nosso comportamento dentro do nosso ambiente de trabalho, por exemplo.

“Os hábitos angulares proporciona aquilo que é conhecido na literatura acadêmica como “pequenas vitórias”. Eles ajudam outros hábitos a prosperar, criando novas estruturas, e estabelecem culturas onde a mudança se torna contagiosa” – Fl. 125

    Uma análise interessante feita pelo autor, ao explicar os hábitos angulares, foi narrar a trajetória de Michael Phelps, atleta olímpico, que em seus treinos não focava apenas nas habilidades na piscina, mas também treinava habilidades mentais (uma das partes que mais amei!).

    No segundo capítulo da segunda parte, o autor, traz informações sobre os hábitos de sucesso, mediante a apresentação da história de sucesso da Starbucks e o estudo do funcionamento da força de vontade, que concluiu ser um hábito angular.

“Dezenas de estudos mostram que a força de vontade é o hábito angular mais importante de todos para o sucesso individual.” – Fls. 145

    Assim como a busca pela resposta de como moldar nossos hábitos, o autor responde a seguinte questão: seria a força de vontade uma habilidade que se pode aprender? “Por que ela não permanece constante de um dia para o outro?” – Fl. 150

    A resposta, deixo que descubram por conta própria! rs' Um incentivo para lerem o livro. ;) 

    O que posso deixar claro é que o autor relaciona a força de vontade como um músculo! Que, segundo estudos, com o passar do dia pode ser “gasto” dependo das atividades que efetuamos, nível de estresse, dentre outros (o que para mim fez muito sentido prático).

    Também, no capítulo 6 (3º capítulo da parte 2), a pesquisa segue relativa ao poder que uma crise pode ter nos hábitos, principalmente, organizacionais de empresas.

“Às vezes, no calor de uma crise, os hábitos certos surgem” – fls. 173

    Já o último, e não menos importante capítulo da segunda parte, traz informações sobre  a manipulação e previsão de hábitos dos consumidores por empresas como a Target.

    Nesse ponto, Duhigg ressalta como a Target respondeu questões como “por que algumas pessoas de repente mudam suas rotinas de compras?”, “como transformar uma música em um hit?” – o que posteriormente o autor correlaciona com a transformação de hábitos alimentares, de compra e outros.

    Enfim, deu para perceber o motivo da segunda parte ser bem interessante, não?! Eu amei!

    

    - Parte 3: Os hábitos de sociedade:                          

    A última parte do livro é repartida em dois capítulos, nos quais Duhigg se dedica a explicar como os movimentos sociais acontecem e por que apenas alguns tomam grandes proporções, trazendo importantes reflexões sobre alguns gatilhos mentais, como persuasão, e nossos hábitos frente a eles.

    Para quem é cristão, irá gostar do primeiro capítulo da terceira parte, no qual o autor traz boa parte da história de Rick Warren, pastor conhecido mundialmente (particularmente, amei!).

“O único jeito de fazer com que as pessoas assumam compromisso por sua maturidade espiritual é lhes ensinar hábitos de fé. “Uma vez que isso acontece, elas passam a se autoalimentar. As pessoas seguem Cristo não porque você as conduziu para isso, mas porque isso é quem elas são” – fls. 248

    Após demonstrar como os movimentos se formam, a análise passa a neurologia do livre-arbítrio, a fim de responder a seguinte questão: “somos responsáveis pelos nossos hábitos?”.

    Para isso são demonstrados estudos que examinam o cérebro de pessoas que sofrem de sonambolismo e lesões cerebrais, o que leva a uma análise mais aprofundada do que ocorre , neurológicamente falando, com pessoas durante atividades sonanbulas. Se você gosta de neurologia e psicologia tenho certeza que ira amar!

    - Prática e Resumo:

    Depois de 286 páginas de estudos e resposta quanto aos nossos hábitos, em suas diversas ocasiões, o autor se dedica a elaborar um guia de 12 páginas para que o leitor recapitule as principais ideias do livro e tenha ideia de como coloca-las em prática!

   

     - Conclusão:

    Sem mais delongas, posso dizer que foi um livro que me surpreendeu! É um livro de leitura densa, a meu sentir, devido a grandes informações científicas, porém, de forma alguma dispensaria a leitura, justamente por ser muito rica e fundamentada. 

    Se fosse não leu, me diz aqui se vai ler ou não?! Espero muito que eu tenha inspirado você a ler esse livro, pois vale a pena!

    Se já leu, conte-me suas impressões!

    Um beijo, 

    Até a próxima.

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